Um dia, afinal

Vai passar. Quando a exaustão bate à porta, ligo o som para ouvir, de mansinho, um rastro qualquer de esperança. Escuto a voz dessa gente que há décadas resiste. Eles sopram rimas de força bruta, escondidas por entre versos discretos. Os desatentos nem percebem. Mas a arte conforta, a arte movimenta. Mesmo quando se olha ao redor e o que predomina é dor. Essas vozes todas insistem em cantarolar que vai passar. Continuar lendo

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