tudo passa

Os dias já consumiram dois terços de março. O tempo passa discreto e calado. Li, certa vez, que ele é como um rio, que leva as horas no embalo suave de suas águas. Veloz e quase imperceptível. Em março, as águas desabam incessantes, em todo lugar. Sorte a minha. Assim, quase acredito que você também vai passar rápido. Além disso, não importa muito a vegetação do lugar, todo o mundo se renova com o outono. No Cerrado, a seca de abril seca até os amores.

Mas eu não quero esperar setembro para florescer, tal qual um ipê-amarelo.

No mais, quer saber? Eu não sei o que. Só sei que quero você. Continuar lendo

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amor seco

Talvez os amores do cerrado se adéqüem às estações. De abril a setembro, temos os amores secos. Nos demais meses, o amor se inunda de tanta chuva. Se assim for, não é por acaso que os corações por aqui são retorcidos, minguados, recurvados, mas é justamente isso que os mantêm vivos.

Eles estavam na época do amor seco.

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