garrafa

A.,

Sei que disse que a correspondência do mês passado seria a última e você deve ter suspirado de alívio pelo meu amor não ser mais seu. Por isso envio este rascunho mar adentro, Atlântico afora. Na esperança de que as ondas, discretamente e mais uma vez, extraviem o que restou de nós. Além disso, convenhamos, você nunca leva a sério o que eu digo. No fim, não adianta, você ainda tem dois terços do meu carinho. Os dias correm bem mais depressa que o esquecimento. E, às vezes, sinto sua falta. Continuar lendo

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