o que há

Voltou-se para ele, com ar desolado:

– O que vai ser de nós? – suspiro – O que aconteceu com a gente?

– Não sei. Aconteceu alguma coisa com a gente?

– Sim. Quer dizer, não entre a gente. Mas com nós dois, separadamente.

Ele fita o asfalto molhado, refletindo, pelas luzes dos carros, o vazio que dá na alma dos outros em um domingo à noite. Não na dele, por não acreditar em alma. Ou porque, caso tenha uma, ela se mantém vazia indepente do dia da semana. Responde, com calma: Continuar lendo

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